A paralisia facial pode ter diversas origens: congênita, traumática, infecciosa, cirúrgica, tumoral e idiopática.
A forma mais comum é a idiopática, também conhecida como paralisia de Bell, onde a recuperação espontânea ocorre na maior parte dos indivíduos, principalmente nos mais jovens.
Contudo, alguns pacientes permanecem com um déficit definitivo nos movimentos da face, com importantes repercussões sociais e psicológicas. É justamente nestes casos em que o tratamento cirúrgico está indicado.
Existem vários tipos de cirurgias, e, as indicações variam conforme o tempo de paralisia.
Nas paralisias recentes, a técnica preferida pela equipe é o “cross-face nerve graft”, onde se cria uma conexão nervosa entre o lado sadio e o paralisado.
Nos casos de paralisias antigas (aquelas com mais de 18 meses) usamos a transposição ortodrômica do músculo temporal, técnica que faz uma conexão entre esta musculatura e o ângulo paralisado da boca. O paciente apresenta o sorriso quando realiza um discreto estímulo de mordida.
O seguimento conta com a participação de uma equipe multidisciplinar, envolvendo também fisioterapeutas e fonoaudiólogos.
