terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cirurgia Plástica após Cirurgia Bariátrica





O mais novo ramo da cirurgia plástica compreende a atuação nos pacientes após grandes emagrecimentos, particularmente após a cirurgia bariátrica.

A melhora estética se soma a outros grandes ganhos:
- Melhora na higiene pessoal
- Melhora na postura
- Ajuda no combate ao sedentarismo
- Melhora na qualidade de vida

A cirurgia plástica está indicada quando o paciente se encontra há 6 meses com peso estável. Na prática, isso ocorre cerca de 18 a 24 meses após a cirurgia bariátrica.

Os locais de abordagem incluem: abdome, mamas, braços, face, coxas, glúteos, tórax e dorso.

As cirurgias podem ser associadas, conforme a avaliação do cirurgião.

As duas fotos acima são apenas para exemplificar a localização das cicatrizes nos casos de cirurgia do abdome e das mamas, respectivamente (Propositadamente não se tratam de pacientes após cirurgia bariátrica).

Todos os meses, a Equipe de Cirurgia Bariátrica do Hospital Meridional ministra palestras sobre as diversas especialidades que tratam do obeso, e o Dr Jorge Moulim é responsável pela Disciplina de Cirurgia Plástica.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Paralisia Facial

A paralisia facial pode ter diversas origens: congênita, traumática, infecciosa, cirúrgica, tumoral e idiopática.

A forma mais comum é a idiopática, também conhecida como paralisia de Bell, onde a recuperação espontânea ocorre na maior parte dos indivíduos, principalmente nos mais jovens.

Contudo, alguns pacientes permanecem com um déficit definitivo nos movimentos da face, com importantes repercussões sociais e psicológicas. É justamente nestes casos em que o tratamento cirúrgico está indicado.

Existem vários tipos de cirurgias, e, as indicações variam conforme o tempo de paralisia.

Nas paralisias recentes, a técnica preferida pela equipe é o “cross-face nerve graft”, onde se cria uma conexão nervosa entre o lado sadio e o paralisado.

Nos casos de paralisias antigas (aquelas com mais de 18 meses) usamos a transposição ortodrômica do músculo temporal, técnica que faz uma conexão entre esta musculatura e o ângulo paralisado da boca. O paciente apresenta o sorriso quando realiza um discreto estímulo de mordida.

O seguimento conta com a participação de uma equipe multidisciplinar, envolvendo também fisioterapeutas e fonoaudiólogos.